Arquivo para maio, 2011

E continua a recuar

Dá 20 passos, errados. Depois, recua os 20 – e erra mais ainda no recuo. Se tenta avançar, se perde. E peca em dobro. É assim: no recuo encontra o lar, considerado uma caverna escura, onde mora um alguém, inócuo. Quando sai, devora e é devorada. E, quando volta, se faz presente. Mas sem coração.

Diego Costa – AoOitavo

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Pelas Calçadas

Guardo a carta
de minha bisa Nati
numa caixa de ferramentas.
 
E a uso para soldar,
sempre que algo quebro,
as mexericas que ela me mordia.
 
Deito em meu quarto, de joelhos,
Numa lembrança de missa em devaneio
Na ausênsia do corpo no fundo do seio,
Florido, que estava ali tão perto.
 
A carta que escrevi
E guardo
E escrevo
Desde o desterro
toda Noite…